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Carnaval pra quem?

Posted in carnaval, textos on 8 de fevereiro de 2010 by Coletivo Anarquista de Piracicaba e Região

O carnaval não é produto do pensamento moderno. Ele já existia até na Idade Média. Quando nós perguntamos o que é carnaval para você, temos que também pensar o que é o carnaval. E mais, o que é o carnaval popular.

Será o carnaval o desfile de escolas de samba com patrocínios do Estado, de cervejas, emissoras e outras empresas capitalistas que estão visando nele apenas o lucro e em que a mulher fica com o corpo quase todo descorberto e o homem com o corpo coberto?

Será o carnaval aquele que é televisionado das ruas de Salvador e outros Estados do nordeste onde você tem que comprar o seu abadá para festejar?

A modernidade cresce entrelaçada ao capitalismo e este, faz tudo o que for “permitido” (e até o que não é “permitido”) pelo lucro. É lógico que o capital vai se apropriar do carnaval para conseguir mais lucro. Se o capital se apropriou de livros, filmes e músicas que o combatiam, que dirá de uma parte do carnaval.

Então, qual é o preço para ir a um baile de carnaval? 10, 15 reais? Mas pode chegar ao absurdo preço de 77 mil reais, onde há um espaço pra 24 pessoas, ou seja, o valor de aproximadamente R$ 3.208,00 por pessoa. A arquibancada que tem preços de 5 e 10 reais, tem também o preço de 550 reais nos melhores espaços (sendo estes valores do carnaval do Rio de Janeiro).

Sabendo esses preços, podemos chamar esse carnaval de evento para o povo? Ou devemos chamá-lo de espetáculo excludente?

Além disso, qual é a imagem que se faz da mulher durante esses dias de festa? Colocam-na como objeto sexual, mostram-na quase nua somente para atrair mais público, o que também contribui para que no exterior vejam as brasileiras como “vagabundas”. O turismo sexual no Brasil, inclusive com crianças, também está atrelado a essa imagem.

O que nós queremos mostrar é que existem outras formas de fazer o carnaval, sem elitizá-lo. Portanto organize-se com seus amigos e divirta-se sem machismo ou qualquer outro preconceito!

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