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Receita para o natal

Posted in antinatal on 1 de novembro de 2012 by Coletivo Anarquista de Piracicaba e Região

Panfletagem que será feita sobre o uso de animais em ceias de natal… Uma bela “receita” para você pensar e refletir sobre o que realmente esta comendo.

Divulguem na sua cidade também.

Ingredientes: Frangos

Animais curiosos e amigáveis que criam laços familiares e hierarquias, constroem ninhos e cuidam das suas crias.

Modo de preparo:

  1. Cortar o bico dos frangos com uma lâmina quente e sem anestesia.
  2. Colocar as crias em galinheiros super lotados cheios de excrementos levanado-os à morte por asfixia ou ataque do coração.
  3. Alimentá-los com antibióticos e mantê-los à luz artificial acesa durante 24 horas para que comam bastante e cresçam rápido para aumentar a produção.
  4. Selecionar os frangos com mais carne, fazendo com que suas patas se quebrem e não consigam se mover durante toda a sua miserável existência.
  5. Agarrar os sobreviventes pelas patas e jogá-los em engradados superlotados para o transporte.
  6. Transportá-los durante horas para o matadouro expondo-os a temperaturas extremas.
  7. No matadouro, prender as patas dos sobreviventes a ganchos.
  8. Lavá-los com água eletrificada.
  9. Cortas-lhes a garganta.
  10. Atirar os corpos, alguns ainda vivos em água escaldada para facilitar a remoção das penas.
  11. Repetir esta receita cerva de 5 bilhões de vezes ao ano.

Obs: Um frango nasce e é abatido e dois meses quando este tem expectativa de vida de 7 anos.

Se não gostou da receita, Ótimo!!

Mude seu hábito alimentar.

Alimente-se sem crueldade. Já temos alimentos em abundância de alta qualidade chegando a nossas mesas com um instalar de dedos. Se um dia na história da evolução houve a necessidade de nos alimentar de nossos irmãozinhos animais, hoje já não mais necessitando dessa barbárie. Você acredita que os animais têm sentimentos, inteligência e que pensam? Você acredita que os animais têm alma? Mulheres! Homens Negros! Acreditem, um dia, num passado não muito distante, essas perguntam se referiam a vocês. Lembram como vocês eram tratados?

Enquanto nos alimentarmos de forma tão cruel dificilmente conheceremos a paz.

Imagem

Neste natal dê de presente aos animais o direito de permanecerem vivos.

 

Ceia Anti-Natal

Posted in antinatal, atos on 6 de janeiro de 2010 by Coletivo Anarquista de Piracicaba e Região

No dia 22 de Dezembro de 2009, nós do Coletivo Anarquista de Piracicaba e Região (CAPRE) realizamos na praça central o que chamamos de uma ceia anti-natal. Conseguimos doações de alguns dos alimentos e fizemos comida vegana: salgado recheado, batata assada, salada de batata com tomate seco, pão, abacaxi e uva.

Nossa intenção era chamar a atenção das pessoas sobre o consumismo do natal, explicar sobre a data, desmentir alguns fatos (como por exemplo a data do nascimento de Jesus de acordo com pesquisas não ser dia 25 de dezembro) e também divulgar o vegetarianismo (que está totalmente relacionado com o consumo absurdo de animais no final do ano). Para isso também fizemos um panfleto explicativo.

Não divulgamos o evento para outros grupos anarquistas porque a nossa intenção era divulgar essas idéias para quem não as conhece, mas estamos divulgando essa nota para relatar o que ocorreu, afim de que as pessoas vejam que mesmo grupos pequenos podem fazer ações para falar e explicar às pessoas sobre o que lutamos.

Fotos
Vídeo

Textos sobre o assunto:

Ao nos aproximarmos do fim de todo ano, nossa sociedade celebra um ritual cristão conhecido como NATAL, no qual se alega comemorar o nascimento de Jesus. Esse é um feriado repleto de mitos e oportunismo. Ele não está em nada relacionado com nosso povo e nossa cultura: a mídia nos vende um homem branco de casaco de peles de um lugar cheio de neve em um trenó com renas, coisas que provavelmente nunca veremos ao vivo em nossas vidas.

Pesquisadores da bíblia apontam que o provável dia do nascimento de Jesus foi perto do meio de setembro e não no dia 25 de dezembro. Na religião pagã, no dia 25 de dezembro se celebra o Natalis Solis Invictus. A ceia, a árvore e os presentes são na verdade oferendas pros deuses pagãos Sol Invictus e Asherah. O papa Júlio incorporou este ritual às tradições da igreja católica no ano de 359 com o objetivo de atrair pagãos para a igreja e aumentar seu número de seguidores.

Ruas e casas são tomadas por lâmpadas e decorações festivas, e a mídia e as lojas sofrem enchentes de propaganda de compras. O terrorismo comercial atinge principalmente as crianças, que aprendem desde cedo que ter felicidade é comprar coisas, fazendo-as chorar por pedaços de plástico, enquanto milhares de outras crianças passam fome na rua. Além disso, é certo mentir para elas sobre o Papai Noel com o objetivo de vender futilidades? O natal beneficia apenas lojas e corporações e leva pais e mães a se atolarem em dívidas de objetos fúteis e inúteis apenas para atenderem a uma tradição deturpada.

O natal também é o causador de um enorme prejuízo ambiental, pois, além do aumento do gasto de eletricidade, nessa época se joga um grande número de embalagens descartáveis e de presentes não desejados no lixo. Este é um dos feriados em que mais animais são assassinados, especialmente aves, mortas aos milhões por uma tradição cruel e irracional. Uma ceia deveria ser um momento de celebração da vida, e isso inclui o respeito aos animais: não há sentido algum em tentar viver a partir da morte de um animal, especialmente como uma forma de comemoração a algum evento – a morte de qualquer ser é um momento triste, não festivo. Ademais, desperdiçamos toneladas de comida durante o ano, e isso se intensifica durante o natal, quando pessoas simples se sentem obrigadas a gastarem suas economias do ano em banquetes enormes.

Nas festas de fim do ano, celebremos sinceramente a harmonia, a liberdade e a igualdade entre os seres humanos e o restante dos habitantes do planeta e deixemos de lado as mentiras e o consumismo!

Coletivo Anarquista de Piracicaba e Região
capre@riseup.net

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Natal! Natal! É o estridor produzido por milhares de bocas infantis que alegremente pulam, impacientes e irriquietas, à espera da alviçara que a bondosa mamãe lhe prometera durante o ano todo. Os empórios e as confeitarias colocam em suas portas cartazes mastodônticos que flamejam pelos olhos de quem passa, como bandeiras anunciadoras de raridades gastronômicas, impregnando o paladar da suculência indiscutível das iguarias finíssimas ali depositadas, esperando a vez do comprador. Um velho decrépito, esbranquiçado de neve, que as religiões fazem deambular com o tempo para voltar depois, cada vez mais velho e alquebrado, sintoma real dos imperativos da evolução, povoa o cérebro tênue das crianças com fantasias esdrúxulas e coisas as mais inverossímeis.

É a grande festa! Bailes, cantos e músicas, estendem-se intermitentes, à semelhança de uma epidemia drástica que chega a contaminar até as pessoas idosas que, neste dia, galvanizam a inveterada carcaça, contentes de haver enriquecido o pesado fardo da existência com mais um ano de vida. Todos parecem sentir o influxo desse ritmo litúrgico, inoculado no sangue e no espírito das criaturas humanas por uma casta de parasitas que vive e se desenvolve como um peso morto no seio das sociedades: o clero. Sofre-se a pesada impressão de que o intricado problema social não existe e que a felicidade invadira, irreverente, todos os lares, todos os casebres.

Dezembro quase que invariavelmente arrasta consigo noites encantadoras, e o clarão do luar esconde do palor de seus raios o reverso doloroso dessa alegria efêmera. Nessas noites, as ruas da cidade enchem-se de estranhos passeantes, num vai-vem interminável próprio de peregrinação: é o “footing” das mães proletárias que procuram apagar os desejos de sua prole na magnificência rutilante das vitrinas e na luz feérica das casas comerciais.

Os proletariozinhos, rotos e macilentos, doidos de contentamento, devoram com seus olhos escancarados os brinquedos insinuantes que se pavoneam convidativos através de uma vidraça grossa que lhe impede de alcançá-los com sua mãozinha branca e descarnada. A tragédia moral da infância pobre tem, nesse fato, um desfecho deplorável e contritador. O viço exultante do fedelho, transforma-se com estridulo rebelde que as mães consternadas raramente conseguem dominar. Realmente, a existência daquela maldita vidraça erguida assim como uma fortaleza diante daqueles preciosos passatempos, não têm explicação para a infeliz criatura, cujo pai vive honradamente do trabalho útil.

Ser operário, viver honestamente, sem roubar, sem explorar ninguém, a pobre criança não sabe que este é um pecado que Deus não perdôa, não pode saber que para ter o direito de transpor os umbrais faustosos dos bazares é preciso roubar, mentir, explorar, ser comerciante ou padre, delegado de polícia ou deputado, viver, enfim, do ágio, viver da exploração.

Para empanar o brilho ígneo dessa verdade irritante, as damas caridosas, de unhas esmaltadas, esmeram-se na filantropia esportiva, e atarefam-se no natal dos meninos pobres. As piedosas beatas, distribuindo alguns brinquedos reunidos através da ostensiva e pomposa propaganda dos jornais, pensam terem mitigado o sofrimento da infância proletária, dessa infância desamparada e mirrada pela fome; passam perante a sociedade como sendo o arcanjo misericordioso que sente horror pela dor e a miséria do indigente, mas que, entretanto, apesar de mulheres, seriam capazes de assinar a pulso firme, impassíveis até, a sentença de morte, o decreto de expulsão, ou o trabalho forçado, para os “indesejáveis” que lutam e se sacrificam para o nivelamento social, para igualdade entre os homens, numa palavra: para extirpar o mal nas sociedades humanas. Escuta, proletariozinho! Diz aos teus pais que abandonem esse velho e decrépito natal, tão indiferente e frio para nós como os flocos de neve que lhe caem. Diz-lhe que há um natal maior e mais formoso, que contemplará a todos indistintamente, que não haverá, nesse grande natal, nem ricos nem pobres, todos serão iguais, todos. Para as crianças e velhos, direitos e descanso, e para os fortes e aptos ao trabalho, direitos e deveres. Não haverá quem sofra por não ter, e quem goze porque tem demais; as vossas mãezinhas não sofrerão a protérvia do mundo, para todos há um lugar na mesa do banquete e todos serão úteis à nova sociedade.

Diz-lhe, proletariozinho, que é um natal grande, imensamente grande, e chama-se: A-nar-quis-mo!

Pedro Catalo
A Plebe
5 de Janeiro de 1935

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Receita do salgado:

Massa
– 1 xícara e meia de farinha de trigo
– 3 colheres de óleo
– sal (ponta da colher)
– 1 colher (sobremesa) de pó royal
– água morna para amassar
MDF: juntar tudo em uma bacia e amassar até dar o ponto da massa (até ela começar a desgrudar das mãos). Cada receita dessa dá um salgado. Depois é só esticar a massa, colocar o recheio dentro e fechá-la.

Recheio
– tomate
– azeitonas
– orégano
– batata
– cebola
– catchup
– sal
MDF: cortar e refogar o tomate, azeitona, cebola em uma panela. Colocar um pouco de água. Após ferver, abaixar o fogo e colocar um pouco de catchup para engrossar e as batatas (já fervidas) e amassadas. Acrescentar o orégano e colocar o recheio (esperar esfriar um pouco) dentro da massa. Assar por aproximadamente 40 minutos.